Deprecated: The each() function is deprecated. This message will be suppressed on further calls in /home/wwwcros3/public_html/wp-content/plugins/js_composer/include/classes/core/class-vc-mapper.php on line 111
Blog
+351 914 497 715
A 2m do Cascais Shopping!

Blog

Porque é que o Crossfit vicia? – 31 de Maio de 2019

Se conheces alguém que pratique Crossfit já deves ter ouvido essa pessoa dizer que o Crossfit é absolutamente viciante e que não há nada melhor. Quem faz crossfit costuma falar desta modalidade com um entusiasmo muito grande e é de facto impossível não vibrar quando alguém te diz que o Crossfit lhe mudou a vida.

Ora eu dei por mim a pensar nesta coisa do crossfit ser viciante, e no porquê disto acontecer. Será o facto dos treinos serem sempre diferentes e puderem ser adaptados para que qualquer pessoa os possa fazer? Será o facto de existirem aulas distintas que permitem melhorar determinadas skills como a ginástica ou o weightlifting? Será o facto dos coaches serem incrivelmente preocupados em proporcionar-nos o melhor treino, as melhores condições e os melhores cuidados para nos tornarmos melhores atletas? Será o facto de sabermos que vamos acabar por fazer burpees por uma qualquer razão que o coach decide e mesmo assim continuamos a ir?

É,  a verdade é que tudo isto torna o Crossfit viciante, mas não tenho dúvidas que aquilo que mais nos faz voltar e não conseguir ficar sem esta modalidade são as pessoas e as amizades que se criam. Falando por mim, sim eu adoro treinar e desafiar-me, mas a verdade é que são as relações que fui criando ao longo destes anos que me motivam ainda mais para me levantar da cama às 6 da manhã e ir acabar-me no chão da nossa box.

Eu amo treinar é um facto, mas amo ainda mais fazê-lo ao lado de amigos, ao lado de pessoas que se preocupam umas com as outras, que enviam mensagens quando faltas a perguntar se está tudo bem, que te recebem de braços abertos quando vens de férias e dizem que já estavam com saudades, ou que simplesmente te dão aquele sorriso genuíno quando ainda vens a dormir para o treino. É isto sabem? É exactamente isto que torna o crossfit absolutamente viciante, são as pessoas que treinam lado a lado como iguais, que se ajudam, que nunca deixam ficar ninguém para trás e que celebram as tuas conquistas como se fossem delas, que torna o crossfit numa modalidade tão bonita.

Porque sim é espectacular levantar muito peso ou fazer pinos dignos de uma foto para o Instagram, é espectacular conseguir fazer uma Muscle Up pela primeira vez e bater records no Snatch, mas tudo isto fica ainda mais espectacular quando à volta tens pessoas que sentem aquelas vitórias da mesma forma do que tu. 

E é exactamente por isto que quando me pedem opinião sobre que modalidade praticar para perder peso, para ganhar massa muscular ou simplesmente para praticar alguma actividade física eu sugiro sempre o crossfit, porque a verdade é que para além do treino ser muito completo, o ambiente que se vive na box é tão especial e divertido que tudo o resto que tens como objectivo acaba por acontecer naturalmente ao lado de pessoas que são muito mais do que um simples número.

São desconhecidos que rapidamente passam a conhecidos, com quem sofres lado a lado, de quem sabes o nome e que aos poucos se tornam amigos. Amigos de suor, de vitórias, de alguma frustração e de muito mas muito companheirismo.

Vânia Duarte

E se eu não conseguir? – 9 de Abril de 2019

Há duas coisas muito engraçadas que o Crossfit me ensinou ao longo destes últimos 3 anos, a primeira foi a deixar de dizer que não conseguia fazer uma coisa e a segunda é que quando nos falta talento natural para as coisas temos de trabalhar a dobrar. 

E esta segunda pode ser chata, mas é uma grande verdade. Eu pratico Crossfit há 3 anos, antes de o fazer andei anos a fio em ginásios e apesar de ter chegado ao Crossfit já com um bom ritmo de treino, vi-me em vários momentos a sentir-me muito incapaz de realizar certos movimentos e a achar que nunca na minha vida seria capaz de fazer tal coisa e sempre que isso acontecia eu desmotivava muito. 

Ora o que é que mudou perguntam vocês? O Mindset sem dúvida. 

A verdade é que não somos todos iguais, não temos a mesma força ou o mesmo talento para fazer pinos, mas todos nós com trabalho e dedicação podemos chegar mais longe mesmo que demore mais tempo e é exactamente este mindset que é preciso interiorizar quando vês um movimento num WOD que ainda não consegues realizar. 

Ainda é uma palavra que uso muito. Ainda não consigo fazer Ring Muscle Ups, mas tenho na minha lista que quero conseguir fazê-los até ao fim do ano, por isso trabalho diariamente para eles. Tal como não conseguia fazer Toes to Bar, mas depois de meter na cabeça no início de 2019 que iria conseguir, comecei a trabalhar neles diariamente após o WOD e hoje ao final de 2 meses já faço 10 seguidos sem esforço.  Ainda é uma palavra que uso muito para mim e uso muito quando ouço colegas a dizer que não conseguem fazer uma coisa. 

A forma como tu encaras os desafios é que determina o teu sucesso, afinal de contas, não nascemos todos com as mesmas habilidades, mas nascemos todos com a capacidade de mudar o nosso mindset e de encarar os desafios não como coisas impossíveis mas sim como coisas que para já ainda não fazemos mas no futuro poderemos vir a conseguir. 

Pede ajuda, não há nada de errado com isso. Seja aos teus coaches ou aos teus colegas, se há algum movimento que ainda não consegues fazer, fala com quem consegue e pede ajuda, não tenhas vergonha. E enquanto escrevo isto, lembro-me da minha querida colega das 7 da manhã Sónia Dinis, que todos os dias a seguir ao WOD pede ajuda a um ou dois colegas para fazer o pino, e se ao início ela precisava de ajuda para lhe segurarmos as pernas, agora já só precisa daquele apoio moral ali ao lado. E isto mostra que quando decides que vais conseguir uma coisa, tu consegues mesmo.  

Por isso, sempre que há aquele WOD com exercícios que não gostas, é exactamente esse que não podes faltar, sempre que há aquele treino que não consegues acabar, é desse que tens de ter orgulho porque te permite perceber onde tens de trabalhar mais e sempre que há um movimento que não conseguias fazer e agora fazes tens de celebrar como se não houvesse amanhã, porque o Crossfit também é isto saltar de felicidade sempre que a palavra ainda é substítuida pelo já consigo. 

O Crossfit tem-me ensinado muita coisa, mas uma das mais incríveis é que tu és capaz de tudo aquilo com que te comprometes, por isso da próxima vez que fores treinar, deixa o não consigo em casa, interioriza o ainda com toda a força e trabalha, porque sempre que o fizeres estás muito mais perto dos teus objectivos. 

Vânia Duarte

Vasco Duarte – 27 de Março de 2019

O meu nome é Vasco, tenho 25 anos, trabalho como Web Designer em freelance, sou treinador de basquetebol e estou neste momento a terminar o curso de Técnico Especialista em Exercício Físico e a preparar-me para tirar o meu Level 1 de CrossFit Coaching!

  Já a algum tempo que não descobria uma nova paixão e foi exatamente no CrossFit que vim descobrir esta nova etapa na minha vida. Joguei basquetebol durante 16 anos e já dou treinos à cerca de 9 anos e agora vejo-me a trocar todo o tempo corrido em campo por toda uma variedade de movimentos funcionais desde levantamento olímpico a ginástica! 

  Adoro ajudar as pessoas e é com esse mesmo objetivo que quero ter o Level 1 de CrossFit Coach, quero ajudar as pessoas a superarem-se e a atingirem os seus objectivos individuais! Visto que costumo andar bastante pela box espero que não hesitem em pedir-me alguma ajuda ou informação sobre o que quer que seja ou até mesmo só dizer olá e conversar um bocado, pois estou sempre disposto a partilhar aquilo que sei.

  Mal posso esperar em começar a treinar todos os nossos atletas da box e vê-los crescer na nossa Box e neste desporto que todos adoramos e vivemos intensamente!


Treinar como uma menina – 27 de Março de 2019

Sabem aquela expressão “Não sejas menina”, que era muito usada quando algum rapaz chorava? Sempre que penso nela e olho para as mulheres da nossa box apetece-me rir. 

A box tem mulheres que treinam como o caraças essa é que é a verdade. Claro que também tem homens a dar-lhe muito, mas hoje serei realmente tendenciosa para as meninas porque caramba, há alturas em que eu fico mesmo de boca aberta com a fibra feminina que existe. E porque é que digo isto?

Primeiro porque nós mulheres somos conhecidas por seremos um bocado más umas para as outras, mas não sei se é o Crossfit que faz isto, todas as mulheres com que tenho o prazer de inaugurar os treinos às 7 da manhã são, não só incríveis, como verdadeiras parceiras de luta, suor e dor e é por isso que enquanto treino há duas coisas que me caracterizam.

Em primeiro lugar, digo muitas asneiras baixinho, excepto se estiver a fazer double unders e levar uma chicotada, aí sai mesmo um “F” muito alto. Em segundo lugar, tenho o hábito de puxar pelas minhas parceiras enquanto estou a sofrer, e faço isto primeiro, porque descansar é só no fim (ahahah) e depois porque sei bem que há alturas em que um “tu consegues” faz realmente diferença na motivação. 

E isto acontece de forma genuína, porque o companheirismo que existe entre nós faz com que cada uma vibre com o sucesso das outras. 

Depois, independentemente de existirem mulheres que agacham ali com peso no lombo de meter inveja, não sinto que exista competição do “ela levanta mais do que eu”.  Pelo contrário há muita ajuda para que cada uma de nós ao seu ritmo consiga ir evoluindo. Eu que sou mais da “equipa de andar pendurada em barras e argolas” tenho um prazer imenso em ajudar as minhas parceiras a conseguirem ter sucesso e garanto-vos que me dá mesmo uma alegria imensa quando alguma delas partilha que chegou com os pés à barra pela primeira vez. 

Porque isto é fibra, é resiliência e é acreditar até ao fim. É acima de tudo companheirismo verdadeiro e genuíno, sabem?

Por isso, quando penso na expressão que vos falei acima do “não sejas menina”, não posso deixar de pensar na Fernanda Zimmermann que treinou grávida com um barrigão enorme. Ora eu, que às vezes me queixo que a barra está pesada, quando penso na Fernanda a agachar com duplo peso só me apetece dizer mas que grande mulher. E é isto que o Crossfit faz, potencia a nossa força, desafia a nossa capacidade de acreditar que não conseguimos mais e inspira-nos a sermos melhores ao juntar pessoas diferentes no mesmo espaço. No fundo o Crossfit torna pessoas incríveis em pessoas excepcionais.

Aquilo que o Crossfit me ensina todos os dias é que ser uma menina não é ser mais fraca, mais lenta ou com menos talento. Ser uma menina é ser determinada, é dar um pontapé nas desculpas e aparecer para treinar. É ter dias em que não acredito em mim e tenho outras meninas a puxarem por mim e ter tantos outros dias em que sinto que este é exactamente a actividade que me preenche. É refilar e fazer. É quase chorar e terminar. 

A verdade é que eu não conheço todas as mulheres da box, mas sei que a Diana com a sua resiliência, a Mariane com a sua força monstra, a Maria com a sua vontade de se superar diariamente, a Ni com a sua calma em treino, a Catarina com os pinos mais perfeitos, a Sónia com uma grande consciência em cada WOD, a Paula sempre com uma grande determinação, a coach Patrícia com uma energia incrível, a Juliana que me deixa sempre de boca aberta ou a Raili que mostra que o Crossfit é mesmo para todos são algumas das mulheres que me inspiram e mostram diariamente o orgulho que é “treinar como uma menina”. 

Vânia Duarte

Vânia Duarte – 27 de Março de 2019

Olá eu sou a Vânia, tenho 33 anos, trabalho como Web Designer, sou autora de um blogue, voluntária numa associação de animais e estudante de Yoga. 

Entre as minhas muitas paixões está o Crossfit. Depois de me chatear com o ginásio e quando achava que não ia encontrar nenhuma actividade física que me enchesse as medidas descobri o Crossfit e por isso comecei a praticar de forma regular em 2016 em Lisboa, até ao dia em que a Black Edition abriu e eu tornei-me uma das primeiras pessoas a estrear a nossa casa. 

Como sou uma total “morning person” treino às 7 da manhã com uma energia completamente absurda. Adoro andar pendurada e talvez por isso tenha uma maior relação de amor com as barras e as argolas, mas não digo que não a um bom agachamento. 

Levo-me muito pouco a sério no Crossfit, já fui muito competitiva mas a idade e algumas lesões ensinaram-me que o que importa é curtir, e por isso rio-me muito de mim própria em treino mas sempre com a permissa que “só paro no fim e com todas as reps feitas”. 

Considero-me uma apaixonada pelo Crossfit com pouco talento para a coisa mas muita vontade de melhorar a cada dia. E para mim isto basta-me para ser feliz. 

Esta coisa do Crossfit – 12 de Março

Eu confesso, há alturas em que olho para o WOD e me pergunto porque raio me meti eu nesta coisa do Crossfit. E não, não são assim tão poucas as vezes em que eu acho que aquilo que está escrito no quadro vai ser impossível de fazer. Mas apesar destas minhas lutas interiores há qualquer coisa que me faz continuar dia após dia a ir à box às 7 da manhã. Sim, leram bem, 7 da manhã. 

Já tentei arranjar uma grande razão para continuar a “sofrer” desta forma e percebi que não existe uma razão, mas sim várias que tornam isto do Crossfit uma das partes mais importantes da minha vida. Talvez seja a família com quem treino logo cedo, e não, não é exagero chamá-los família porque ali às 7 da manhã são sempre as mesmas caras que diariamente experimentam todas juntas e pela primeira vez o treino do dia. Somos uma espécie de cobaias, somos os primeiros do dia a suar, a chorar, a gritar, a rir e a sentir esta sensação absurda e épica que o final de um WOD nos dá. 

Somos família sim, porque diariamente treinamos lado a lado, apoiamo-nos e vibramos com as conquistas dos nossos parceiros, seja porque chegaram com os pés à barra pela primeira vez, ou porque saiu um Double Under no meio de 100 chicotadas no lombo ou porque fazemos um Snatch daqueles de deixar o coach carregado de orgulho. 

Talvez seja também aquela coisa bonita chamada superação, que nos leva a perceber que somos capazes de muito mais do que aquilo que imaginamos e aqui gabo efectivamente o trabalho dos coaches, porque sem eles nada disto faria sentido, especialmente quando eles acreditam mais em nós do que nós próprios. E eu que sou a rainha da falta de confiança, torno-me uma criança descontrolada quando percebo que efectivamente me superei no chão da nossa box. Porque sim, esta sensação de conseguir fazer algo, quando a tua cabeça te diz que não e o teu coach te diz que sim é simplesmente inacreditável e viciante também. 

E acredito que esta seja outra das razões porque eu adore esta coisa do Crossfit, porque tudo isto vicia, não só a superação, mas sim a sensação do depois, aquela em que caio ao chão e sinto que pode ter custado, posso até ter duvidado se conseguia mas seja em que WOD for eu dei tudo de mim. E não há melhor sensação do mundo do que saberes que seja em RX ou em Scaled ali naquele chão somos todos iguais.

A verdade é só uma, eu ainda não sei bem porque raio acordo todos os dias a horas pecaminosas para me ir acabar no chão da nossa box, mas sei que de cada vez que o faço termino muito mais feliz do que quando acordei e isso basta-me para continuar a apaixonar-me diariamente por esta coisa do Crossfit.

Vânia Duarte